Sempre que nos deparamos com pessoas que escolhem tomar uma atitude em vez de recuar, ou que se jogam em situações delicadas com o intuito de ajudar ao próximo, elas se aproximam de ser um herói. Essa palavra – com outros tantos outros sentidos e tão forte no nosso imaginário – é a alcunha de muitos personagens no mundo do cinema, que nos levam para tramas repletas de situações onde o contexto das escolhas os fazem brilhar.
Quem nunca viu um filme e pensou: quero ser como ele (ou ela)? Esses personagens protagonistas, ligados ao heroísmo de algum ato, nos fazem pensar sobre as nossas próprias habilidades sociais e sobre os desejos que temos em agir – seja num mundo distópico ou mesmo ambientado em uma realidade próxima da nossa. Da transformação até à forte identificação que alguns conseguem geração após geração, existem muitos tipos de heróis na tela fazendo o impossível – e isso sempre se apresentou como algo fascinante para muitos de nós.
Pensando nessa figura emblemática que, a cada geração, ganha novos contornos – ainda mais com a bastante explorada chegada dos anti-heróis, aqueles que rompem as barreiras de conflitos morais – resolvemos refletir um pouco sobre esse símbolo de muitos filmes, que diz muito também sobre o nosso papel social.
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As belezas das narrativas que nos jogam em um duelo ‘Davi x Golias’
Vocês já perceberam que praticamente todo personagem dito como herói sempre enfrenta oponentes ou situações que, à princípio, estão passos à sua frente? Essa habilidade em compor esses personagens por meio de jornadas cheias de caminhos ardilosos – nos quais ninguém se arriscariam – transforma, muitas vezes, as pessoas comuns em seres especiais. Isso é algo que mexe bastante com nossa mente, pois automaticamente cria um espelho de alguma observação real pelas pessoas que estão assistindo. Essa química que acontece – entre público e personagens – é algo que marca e pode transformar.
John McClane (Bruce Willis) era um mero policial, lidando com questões familiares, que agiu por instinto para salvar as pessoas de terroristas altamente treinados no primeiro filme Duro de Matar. Já Ellen Ripley (Sigourney Weaver), da franquia Alien, uma das mais maiores heroínas da história da sétima arte, usa seu instinto de sobrevivência contra forças nunca imaginadas deixando lições para o coletivo. Esses são alguns exemplos de como o duelo ‘Davi e Golias’ se aplica de muitas formas nos filmes.
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As imperfeições que equilibram o Herói na balança com o real
A perfeição não existe – nem nos filmes, nem na vida real. Todos nós somos passíveis de erros e acertos, e mesmo a alma mais bondosa terá seus deslizes ao longo da vida. Por meio de atitudes que logo se transformam em dilemas, alguns personagens se projetam à frente do perigo, despertando perguntas como: ‘Será que eu faria isso?’

O personagem Rambo, imortalizado por Sylvester Stallone, é, no primeiro filme da franquia, um exemplo de anti-herói que aciona seus instintos selvagens, oriundos do trauma, com seus conhecimentos, para levantar questões que logo se chegam a críticas sociais importantes. Um personagem repleto de imperfeições, que, de muitas formas, equilibra o herói na balança com o real.
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Queremos ser como eles (ou elas) mas, em nas nossas vidas, cada passo é mais difícil
Esse nosso fascínio pelo universo dos heróis – e olha que nem entramos em detalhes ou mesmo menções aos mais conhecidos dos últimos tempos, aqueles dos universos Marvel e DC – vem exatamente da forma expressada em arte de como gostaríamos de ser em nossas vidas. As analogias com o cotidiano são sugeridas a todo instante nos filmes de ação: todos nós podemos ser heróis ou heroínas das nossas próprias histórias, mas, muitas vezes, nos prendemos a traumas, medos e questões que não conseguimos superar. Talvez por isso, algumas jornadas dos heróis tragam enorme sensação de satisfação – algo que não conseguimos realizar na realidade, mas que no cinema se mostra possível.
Em resumo, podemos definir que os filmes desse gênero – que muitas vezes se misturam a outros – mexem demais com nossas emoções, trazendo os holofotes para os heróis e heroínas que fazem o impossível e que nunca vão deixar de ser uma imagem de quem somos – ou de quem queríamos ser.
