Kae Asakura, também conhecida no universo do entretenimento adulto como Rae Lil Black, surpreendeu seus milhões de fãs ao anunciar uma mudança completa de estilo de vida. Aos 29 anos, a atriz nipo-americana deixou para trás sua carreira na indústria pornográfica e passou a se dedicar ao islamismo, adotando inclusive um novo nome: Nuray Istiqbal — que, em árabe, remete à luz e esperança.
A guinada inesperada chamou atenção tanto de admiradores quanto de críticos. Após anos sendo uma das figuras mais acessadas em sites como o Pornhub — onde chegou a figurar entre as 30 atrizes mais populares da plataforma —, Kae agora compartilha em suas redes sociais momentos de introspecção, fé e transformação pessoal. Hoje, ela é vista usando o hijab (véu tradicional muçulmano), participando de orações em mesquitas, praticando o jejum durante o mês sagrado do Ramadã e explorando aspectos da cultura muçulmana em viagens por países como a Malásia.
“A forma como me visto hoje tem um propósito. Não é só sobre modéstia, é sobre respeito, sobre reencontrar minha dignidade”, afirmou a ex-atriz em uma de suas postagens recentes. Essa nova fase, segundo ela, é marcada por um profundo processo de autoconhecimento, reestruturação emocional e reconexão espiritual.
No entanto, a mudança não tem sido recebida com unanimidade. Muitos fãs expressaram desconfiança nas redes sociais, alegando que a conversão poderia ser temporária ou até mesmo uma estratégia de marketing. “É só uma fase” e “parece um golpe publicitário” são alguns dos comentários frequentes deixados em seus perfis. Parte da descrença aumentou após a circulação recente de um vídeo adulto protagonizado por Kae, o que levou alguns internautas a questionarem se ela havia realmente abandonado a indústria.
Kae, por sua vez, explicou que o vídeo em questão faz parte de um acervo antigo de gravações feitas antes de sua mudança de vida. “A produtora ainda divulga conteúdo filmado até dois anos atrás, e ela não tem controle algum sobre isso”, revelou em resposta a seguidores que questionavam sua postura. Segundo a atriz, os contratos firmados no passado ainda permitem que empresas lancem material gravado anteriormente, o que pode causar a impressão equivocada de que ela voltou à antiga atividade.
Outro ponto que gerou críticas foi o fato de sua conta oficial no X (antigo Twitter) ainda conter links que direcionam para sites com conteúdo explícito. Kae respondeu à polêmica dizendo que ainda está legalmente vinculada a contratos que a impedem de remover os links por enquanto. “Estou presa a um contrato”, declarou, sem entrar em detalhes sobre os termos ou a duração desse compromisso.
Apesar dos julgamentos e das dúvidas levantadas, Kae mantém firme sua escolha espiritual. Em várias postagens, ela expressa gratidão pela nova fase e relata o impacto positivo da fé em sua vida. “Me sinto em paz pela primeira vez. É como se tivesse reencontrado a mim mesma”, escreveu em uma legenda acompanhada por uma imagem dela orando no interior de uma mesquita.
A história de Kae não é a primeira a chamar atenção por envolver uma virada radical entre duas realidades tão contrastantes — a indústria pornográfica e a vida religiosa —, mas seu caso reacende discussões sobre liberdade de escolha, recomeço, julgamento público e autenticidade nas redes sociais.
Enquanto alguns seguem céticos sobre a mudança de Kae, outros aplaudem sua coragem de romper com o passado e buscar um novo caminho. Entre críticas, elogios e polêmicas, o que parece claro é que sua história continua a evoluir — agora sob uma nova luz, com um novo nome e, para ela, com um novo propósito.
Veja:
Leia também: Acabou? Fernanda Lima fala sobre possível separação com Rodrigo Hilbert