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Oscar Anos 80! Os Filmes Vencedores e os Filmes que Deveriam ter Vencido!

O filme que vence o Oscar é realmente o melhor? Bom, segundo os membros da Academia sim, já que a maioria votou nele. Até mesmo no que diz respeito aos indicados existe essa polêmica, muitos não concordam que os nomeados sejam de fato os melhores filmes de seu respectivo ano. Desde que o mundo é mundo a coisa funciona assim. A verdade é que jamais existirá unanimidade, mesmo entre as diferentes tribos, ou seja, entre os cinéfilos, os fãs casuais de cinema e até mesmo aqueles que quase não veem filmes, apenas ouvem falar da mais recente polêmica no “zap”.

É simples resolver essa questão, caso você não concorde com os indicados, crie uma associação junto aos seus amigos e elejam os melhores filmes do ano – e veja se as demais pessoas ao redor irão concordar ou fazer o mesmo que você faz atualmente: reclamar. É difícil agradar a todos e quem almeja isso, termina não agradando ninguém. Tendo dito isso, abaixo traremos uma matéria relembrando com você todos os clássicos vencedores do Oscar da década de 80. Você ainda lembra deles? Mas não apenas isso, pois aqui daremos voz ao nosso mimimi interno também, apresentando quais filmes em nossa opinião deveriam ter vencido, quais resistiram ao teste do tempo ao longo destes 40 anos  ainda mencionados pelos fãs e quais caíram no esquecimento. Confira.

Vencedor: o filme que levou o Oscar em 1981 (dentre as produções lançadas em 1980) foi o dramalhão ‘Gente como a Gente’, dirigido por Robert Redford, baseado no livro de Judith Guest, sobre uma família lidando com a perda de um de seus filhos, cada um à sua maneira. Além do filme, o diretor Redford também ganhou, além do roteiro e do ator coadjuvante para Timothy Hutton.

Quem Deveria ter Vencido: nesse ano disputavam a estatueta, ‘O Homem Elefante’, de David Lynch; ‘Tess – Uma Lição de Vida’, de Roman Polanski; e ‘O Destino Mudou sua Vida’, de Michael Apted. Mas o filme que continua na boca do povo até hoje e que deveria ter vencido naquela noite é ‘Touro Indomável’, do grande Martin Scorsese, longa que rivaliza com ‘Rocky’ pelo título de melhor filme de boxe da história do cinema.

Vencedor: no ano seguinte, o grande vencedor do Oscar foi ‘Carruagens de Fogo’, de Hugh Hudson – filme feel good de esporte sobre a história real de amizade entre dois atletas britânicos, um judeu e outro cristão, superando as diferenças por um bem maior, nas Olimpíadas de 1924. A obra até hoje é lembrada, ao menos por sua trilha sonora composta pelo saudoso Vangelis – que você certamente conhece. Além destes dois prêmios, o filme também levou nas categorias de roteiro original e figurino.

Quem Deveria ter Vencido: os filmes que estavam na disputa eram o drama familiar ‘Num Lago Dourado’, de Mark Rydell; o épico sobre o comunismo ‘Reds’, de Warren Beatty; e o thriller romântico ‘Atlantic City’, de Louis Malle. É difícil falar contra ‘Carruagens de Fogo’, pois é um filme tão positivo e para cima, que realmente eleva o espírito, mas acontece que também disputava o prêmio um certo ‘Os Caçadores da Arca Perdida’, a primeira aventura de Indiana Jones no cinema, de Steven Spielberg – um dos grandes marcos da sétima arte.

Vencedor: a biografia do líder religioso e político da Índia, Mahatma Gandhi, foi o grande vitorioso do Oscar daquele ano. Uma figura pacífica extremamente querida, ‘Gandhi’ foi considerado um dos grandes pensadores do século XX. O épico de Richard Attenborough ganhou 8 Oscar – além de melhor filme, diretor, ator para Ben Kingsley, roteiro original, fotografia, direção de arte, figurino e edição. Por outro lado, alguns aspectos do filme envelheceram mal, como o uso de maquiagem para escurecer a pele do protagonista – o chamado “brown face”.

Quem Deveria ter Vencido: assim como no item acima, é difícil falar contra ‘Gandhi’, apesar de notarmos deslizes que geralmente acontecem com o revisionismo histórico. Entre os indicados tínhamos o drama/thriller político ‘Desaparecido: Um Grande Mistério’, do grego Costa-Gavras; o drama jurídico ‘O Veredito’, de Sidney Lumet; e até mesmo a comédia divertidíssima ‘Tootsie’, de Sydney Pollack, um dos maiores sucessos de seu respectivo ano. Mas por falar em sucesso, nada se compara a ‘E.T. – O Extraterrestre’, de Steven Spielberg, “o” filme daquele ano.

Vencedor: a maior honraria do cinema daquele ano ficou com o drama familiar ‘Laços de Ternura’, que traz a conturbada relação entre mãe e filha, vividas por Shirley MacLaine e Debra Winger, respectivamente. Dirigido por James L. Brooks, esse foi o filme que colocou o nome do cineasta no mapa (sendo sua primeira obra na direção). Brooks voltaria ao Oscar em ‘Nos Bastidores da Notícia’ e ‘Melhor é Impossível’. O longa levou 5 Oscar – além de melhor filme, diretor, atriz para MacLaine, ator coadjuvante para o monstro Jack Nicholson e roteiro adaptado.

Quem Deveria ter Vencido: este foi um dos anos menos memoráveis da década de 80. ‘Laços de Ternura’ marcou época, mas não é muito mencionado atualmente. Bem, nenhum dos seus concorrentes são também. Os mais famosos aqui são a comédia dramática sobre amizade e amadurecimento ‘O Reencontro’, de Lawrence Kasdan; e o épico sobre a corrida espacial americana ‘Os Eleitos – Onde o Futuro Começa’, de Philip Kaufman – que muitos na época acreditavam que deveria ter vencido. Já o drama teatral ‘O Fiel Camareiro’, de Peter Yates; e o drama musical ‘A Força do Carinho’, de Bruce Beresford, ficaram totalmente esquecidos.

Vencedor: esta espécie de biografia fictícia e fantasiosa de Mozart, realmente era a opção mais chamativa e pomposa. Dirigido por Milos Forman, ‘Amadeus’ é uma superprodução em todos os sentidos, e mostra Wolfgang Amadeus Mozart como um brilhante bon vivant desvairado, despertando a ira de seu rival Antonio Salieri, que tinha inveja de seu talento. O longa venceu 8 Oscar, incluindo melhor filme, é claro (diretor, roteiro adaptado, maquiagem, som, direção de arte, figurino e ator coadjuvante para F. Murray Abraham).

Quem Deveria ter Vencido: essa é outra edição que acertou o vencedor, afinal os concorrentes não faziam frente para ‘Amadeus’. Os longas que disputavam o prêmio máximo naquele ano foram o drama racial de guerra ‘A História de um Soldado’, de Norman Jewison; o épico ‘Passagem para a Índia’, de David Lean; ‘Os Gritos do Silêncio’, drama sobre a guerra do Camboja, de Roland Joffé; e o drama feminista ‘Um Lugar no Coração’, de Robert Benton.

Vencedor: o épico de quase 3 horas de projeção de Sydney Pollack, ‘Entre Dois Amores’, foi o grande vencedor do Oscar entre os lançamentos de 1985. A história real da socialite dinamarquesa Karen Blixen (Meryl Streep), que larga sua vida confortável e parte para o Quênia para plantar café, é um dos verdadeiros marcos de Hollywood nos anos 80 – uma produção que emula a era de ouro da maior indústria do cinema. Robert Redford interpreta o homem rústico por quem ela se apaixona. O longa levou 7 Oscar – além de melhor filme, também melhor diretor, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, som e trilha sonora.

Quem Deveria ter Vencido: minha opção é ‘A Cor Púrpura’, de Steven Spielberg, filme que entrou para a história como um dos maiores injustiçados do Oscar. Isso porque foi indicado para 11 Oscar – um dos maiores números – e saiu de mãos abanando, sem vencer um premiozinho sequer. Uma história potente de amor e superação. Outros indicados eram a comédia mafiosa ‘A Honra do Poderoso Prizzi’, de John Huston; o thriller policial ‘A Testemunha’, de Peter Weir; e o drama cult ‘O Beijo da Mulher Aranha’, de Hector Babenco, cujo livro ganhou nova versão nas telonas na forma de um musical. Este foi um dos melhores anos da década, no qual todos os filmes continuam relevantes e comentados.

Vencedor: mais uma vez o Oscar acertou em seu eleito. O grande vitorioso dos filmes de 1986 foi ‘Platoon’, drama de guerra sobre os horrores no conflito do Vietnã, dirigido por Oliver Stone. O diretor usou sua experiência real servindo em tal guerra para compor a obra – e três anos depois lançaria um novo relato do mesmo conflito, com ‘Nascido em 4 de Julho’. Nessa época diversos filmes sobre o tema eram produzidos, mas ‘Platoon’ segue como um dos mais contundentes e premiados. Além de melhor filme, o longa levou também os prêmios de melhor diretor, roteiro original e som.

Quem Deveria ter Vencido: ‘Platoon’ era realmente o momento daquele ano e é difícil falar contra a sua vitória. Seus concorrentes talvez fossem obras mais mundanas. Fora isso, ‘Platoon’ difere dos demais vencedores ou indicados da década de 80 e ainda é lembrado nos dias de hoje. Seus concorrentes eram o romance entre uma zeladora surda e um professor, ‘Filhos do Silêncio’, de Randa Haines; o épico sobre padres Jesuítas ‘A Missão’, de Roland Joffé; o romance de época ‘Uma Janela para o Amor’, de James Ivory; e a comédia dramática ‘Hannah e suas Irmãs’, um dos filmes mais famosos da carreira de Woody Allen.

Vencedor: o épico ‘O Último Imperador’ foi o grande vencedor do Oscar em sua edição. O filme do italiano Bernardo Bertolucci narra a vida de Pu Yi, o herdeiro de um trono milenar e último imperador da China, antes das mudanças radicais na política do país e a forma com que o povo se relacionava com os governantes. Um filme belíssimo e imponente, com toda a pompa de Oscar. Fora isso foi o recordista de vitórias na década de 80, com 9 prêmios – além de melhor filme, melhor diretor, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurino, som, edição e trilha sonora. Ou seja, todos aos quais estava indicado.

Quem Deveria ter Vencido: é impossível falar contra o maior vencedor do Oscar nos anos 80 – ‘O Último Imperador’ é uma experiência única e riquíssima quando falamos em cinema. Mas em matéria de popularidade e resistência ao teste do tempo, o filme ainda comentado daquela edição do Oscar é ‘Atração Fatal’, de Adrian Lyne – o melhor suspense dos anos 80. E o melhor, ainda bastante atual – onde um caso extraconjugal se torna o pesadelo de uma família, graças a uma mente obsessiva. Tivemos também duas comédias, ‘Nos Bastidores da Notícia’, de James L. Brooks, sobre o romance entre jornalistas de um canal de TV; e ‘Feitiço da Lua’, de Norman Jewison, o melhor filme de Cher; e ‘Esperança e Glória’, sobre a Segunda Guerra Mundial vista através dos olhos de um menino britânico, dirigido por John Boorman.

Vencedor: o grande vencedor do Oscar entre os filmes lançados em 1988 foi o drama ‘Rain Man’, de Barry Levinson, estrelado por Tom Cruise e Dustin Hoffman. No filme, Cruise é um jovem egoísta que para conseguir a herança do pai, precisa cuidar de um irmão mais velho autista, papel de Hoffman. Cruise não foi lembrado para uma indicação, mas Hoffman venceu o prêmio de melhor ator. Além destes dois, o longa ainda levou roteiro original e diretor.

Quem Deveria ter Vencido: ‘Rain Man’ é um bom filme, uma história humana sobre amadurecimento e aceitação das diferenças. Um filme inclusivo. Mas em um aspecto de obras mais poderosas, temos o ainda muito fervoroso ‘Mississippi em Chamas’, um filme que todos deveriam assistir e que está atualmente disponível na Amazon Prime Video. Um filme duro e talvez difícil de se ver, que fala sobre o racismo no sul dos EUA nos anos 1960 – dirigido por Alan Parker. Esse foi um ano onde todos os filmes seguem famosos e relevantes, como ‘Ligações Perigosas’, de Stephen Frears, baseado no romance clássico; e a comédia ‘Uma Secretária de Futuro’, de Mike Nichols, sobre o mundo empresarial da década de 80, o chamado mundo dos yuppies, visto de um ponto de vista feminino. Talvez o menos badalado hoje seja ‘O Turista Acidental’, de Lawrence Kasdan, sobre um homem tentando reconstruir a sua vida.

Vencedor: ‘Conduzindo Miss Daisy’, de Bruce Beresford, foi o grande vencedor do Oscar em sua edição. A proposta é mostrar a história de amizade entre uma idosa branca e seu motorista negro. Na época, o longa encantou plateias, mas através do revisionismo histórico pode vir a ser comparado com ‘Green Book – O Guia’, outro vencedor do Oscar, este mais recente, que se tornou polêmico por ser considerado racista. Tudo bem que as histórias não são exatamente iguais, e que ‘Green Book’ é supostamente baseado em uma história real, a qual modificou em prol da narrativa. ‘Conduzindo Miss Daisy’ levou 4 Oscar, além de melhor filme, melhor atriz (Jessica Tandy), roteiro adaptado e maquiagem.

Quem Deveria ter Vencido: ‘Conduzindo Miss Daisy’ talvez não desça mais tão redondo hoje, apesar de ainda ter bastante renome, assim como ‘E o Vento Levou’. Mas a verdade é que o filme que deveria ter levado o prêmio, sequer foi indicado. Falo de ‘Faça a Coisa Certa’, de Spike Lee, que trata de racismo de uma forma muito mais urgente, e já atual na época. Dentre os nomeados, temos Oliver Stone voltando ao tema da Guerra do Vietnã em ‘Nascido em 4 de Julho’; Robin Williams saindo da comédia no feel goodSociedade dos Poetas Mortos’, de Peter Weir; a fantasia de esporte de Kevin Costner, ‘Campo dos Sonhos’, de Phil Alden Robinson; e o drama baseado em uma história real ‘Meu Pé Esquerdo’, de Jim Sheridan, com o fenômeno Daniel Day-Lewis.

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