Estrelado em sua maioria por atores do Bando de Teatro Olodum, comédia musical “Ó Pai, Ó”, de Monique Gardenberg, estreia na plataforma
Clássico de Walter Lima Jr., “A Lira do Delírio” (1978) traz drama protagonizado por Anecy Rocha, durante o carnaval em Niterói
Documentários “Saravah”, “Mangueira em Dois Tempos” e “Paulinho da Viola: Meu Tempo é Hoje” completam a programação da semana
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A partir de hoje, quinta-feira, 27/02, o Sesc Digital recebe em sua programação cinco novos títulos que refletem e registram o samba, o carnaval e as expressões culturais do Brasil. O serviço de streaming gratuito do Sesc São Paulo pode ser acessado em todo o país, pelo site sesc.digital ou por meio do aplicativo Sesc Digital, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.
A comédia musical Ó PAI, Ó, dirigida pela cineasta Monique Gardenberg, acompanha a vida dos inquilinos de uma casa de aluguel degradada, que tentam sobreviver com criatividade, ironia, humor e música, durante o Carnaval em Salvador, no bairro histórico do Pelourinho. Estrelado em sua maioria por atores do Bando de Teatro Olodum, o filme é protagonizado por Lázaro Ramos, Wagner Moura e Dira Paes. A coordenação da trilha sonora é assinada pelo músico Caetano Veloso.
Em A LIRA DO DELÍRIO, no intervalo entre dois carnavais de um bloco de Niterói, Ness Elliot se envolve com um rico e ciumento amante. Para submetê-la à sua vontade, ele tenta os mais diversos artifícios, como transformá-la em uma traficante, e até sequestra seu bebê. Desesperada, ela procura ajuda de antigos companheiros do bloco carnavalesco “A Lira do Delírio”. O filme se tornou uma homenagem póstuma à atriz protagonista Anecy Rocha, que faleceu antes da montagem. Dirigido por Walter Lima Jr., esse clássico de 1978 é considerado um dos 100 melhores filmes brasileiros segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
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Após 30 anos, o documentário MANGUEIRA EM DOIS TEMPOS, de Ana Maria Magalhães, visita as crianças que foram retratadas no vídeo “Mangueira do amanhã”, suas histórias revelam as circunstâncias brutais da vida dos moradores das favelas do Rio de Janeiro, mas também seus surpreendentes destinos. Paralelo a isso, Mestre Wesley se inspira na musicalidade local para realizar a carreira de percussionista. A narrativa de sua trajetória explora a conexão entre samba e funk, ritmos marcados pelas batidas em 2 tempos e propõe o diálogo entre o jazz e a percussão da Mangueira.
Em fevereiro de 1969, o ator e compositor francês Pierre Barouh desembarcou no Rio de Janeiro para explorar um gênero musical que o fascinava cada vez mais: o samba. Para registrar a música, em SARAVAH, Barouh foi atrás de alguns dos maiores músicos do Brasil como Pixinguinha, João da Baiana, Maria Bethânia, Paulinho da Viola e Baden Powell, para tentar capturar a essência do samba e testemunhar a vitalidade da cultura carioca sob o domínio da ditadura militar.
Por fim, o documentário PAULINHO DA VIOLA: MEU TEMPO É HOJE, de Izabel Jaguaribe, acompanha a rotina do compositor e cantor Paulinho da Viola, do convívio familiar, aos hobbies e sua peculiar percepção da passagem do tempo. Entre um depoimento e outro, ele também relembra sucessos ao lado de artistas como Zeca Pagodinho, Monarco e Marisa Monte.